A depender da atual Mesa Diretora, composta por integrantes da base governista com seis vereadores, não haverá disputa acirrada para a sucessão do atual presidente, vereador Flávio Rondon (PP). (Foto: Mesa Diretora/reprodução/Assessoria Legislativa)
Embora o atual líder da Mesa Diretora, Flávio Rondon, tenha conduzido bem e com equilíbrio, a Casa de Leis, permitindo que todas as correntes políticas tenham vez e voz, ele não deve ser reconduzido a um novo biênio como presidente. O Regimento Interno do Legislativo veda a recondução do comando num mesmo quadriênio.
Flávio Rondon só seria presidente de novo caso o Regimento Interno sofresse alterações através do colegiado de edis.
Em perspectiva, fala-se sobre o vereador Carlinhos da HS para presidente, deixando a primeira secretaria para um outro nome. E ainda ouve-se falar no nome da vereadora Talita para a disputa. Mas essas menções são apenas conjecturas. Consta ainda que Flávio Rondon ficaria de fora dessa nova Mesa Diretora projetada.
A verdade é que a partir do terceiro ano da atual legislatura, é quando os ânimos se acirram e a oposição tende a rufar o bombo ainda mais em relação ao Poder Executivo. Longe de um desempenho desejado, a máquina administrativa não andou e consumiu-se milhões de reais em custos com pessoal e meras maquiagens no visual da cidade.
Não fosse um comando diretivo equilibrado no âmbito da Câmara dos Vereadores, a maionese já teria azedada. E o que é melhor, o Parlamento, de coadjuvante virou protagonista, salvando o processo político e administrativo de um vexame ainda maior.
Em suma, a imagem da Câmara dos Vereadores está em alta perante a opinião pública como nunca antes registrado, onde, de algum a forma, por deter o poder político e financeiro no município, o Executivo nunca esteve na vanguarda.
A oposição protagonizou e tem protagonizado embates bastante prejudiciais a imagem do Executivo, que segue sem interlocução e mantendo um posicionamento do governante, no caso, o prefeito José Domingos Fraga Filho (União Brasil), em que cada qual deve se manter na sua respectiva trincheira.
Executivo pra cá e Legislativo pra lá. A posição do prefeito Zé Domingos é antípoda, de não dialogar e ainda se mostrar como um gestor plenipotenciário. Ou seja, com seu próprio estilo, sendo “plenus” e “potens” por seu livre arbítrio, até que um dia, com ou sem latim, a porca torça o rabo.
E nesse filme, onde a trama contém ingredientes de amor e ódio, quem protagonizou foi a Câmara dos Vereadores.