
O cenário em Rosário Oeste está cada vez mais sombrio e o clima é de tensão entre os vereadores num verdadeiro “salve-se quem puder” e como der. De um lado, o vereador Carlos Cesar Ribeiro e Souza, o César da Farmácia, em entrevista a um site, revelou que, se fosse necessário, votaria pela cassação do mandato de um colega oposicionista.
De outro lado, o mesmo vereador César da Farmácia seria investigado pelo Ministério Público Estadual por transacionar comercialmente com a Prefeitura de Rosário Oeste como consta de matéria publicada por um portal de notícias de Cuiabá (https://www.folhamax.com/politica/mp-investiga-laboratorio-de-vereador-de-mt-que-tem-contrato-com-municipio/265267).
O mesmo vereador César da Farmácia, em entrevista a um site, apontou que não bastaria mostrar o buraco na rua, mas como tapar o buraco, com que dinheiro e de que forma se faria isso, necessitando de orçamento, de licitação e de recursos.
Esse parlamentar, de alguma forma, fez a defesa da administração municipal ao lembrar que os buracos existem, nas ruas e avenidas, mas que não tem como tapá-los. Mas, de outro lado, quer “derrubar” um colega vereador que investiga a administração municipal, num contraponto aquém da realidade que vive o município de Rosário Oeste, estacionado no tempo e investindo em “cala boca” naqueles que deveriam estar ao lado da população e não é isso que resta demonstrado na matéria acima, cujo link leva a exposição de uma situação que apontaria que, ao invés de servir ao poder e ao povo, o político serve-se do poder para criar atalhos que lhes sejam favoráveis.
Diante desse fato, a própria população, não aquela com cargos comissionados e apaniguados do poder, já vem tomando a sua posição ante os fatos que se apresentam e que estão sob a vigilância do Ministério Público, onde o gestor público vem usando o site para uma verdadeira promoção do próprio nome, além de comandar ações que fogem dos princípios mais básicos e elementares de uma gestão pública, ainda que capenga sob alegada falta de dinheiro.
Populares protocolaram pedido de cassação do prefeito, da sua vice, de secretários e comissionados por 180 dias. Alguém acredita que os vereadores, “amigos” do prefeito, vão acatar esse pedido de populares e um município literalmente esburacado, nas ruas e nas finanças.
Mas, e quando o dinheiro que tem é mal investido, a quem se incumbiria o papel de partilhar uma nova dinâmica administrativa? E onde estariam os vereadores neste momento de extrema necessidade? Ou se salve o povo, a cidade de um fracasso ou o gestor que não tem conseguido melhorar a cidade e o município como um todo?
Ao menos uma coisa Rosário Oeste tem em comum, a de lançar moda em uma cidade que nem ônibus tem e já manda instalar os pontos de ônibus. No meio do ano é que se lança um processo licitatório para a contratação de transporte escolar, mas os pontos de ônibus chegaram primeiro que os ônibus.
É a reedição da dúvida: “quem chegou primeiro, o ovo ou a galinha?”.


Reprodução: Nobres Notícia
























































