O anunciado microrevestimento asfáltico que deverá ser aplicado em diversas ruas do município, só o anúncio, por si só, já desfaz uma informação de que seria aplicado em todas as ruas da cidade de Nobres.
E o que é a linguagem política de tudo isso? Nada mais é que uma velha manobra pela busca dos votos do eleitor de Nobres, o anunciado investimento de mais de 4 milhões de reais. E o que é mais essa inventiva criada pela nomenclatura política, o denominado microrevestimento asfáltico, senão um recapeamento no pavimento todo esburacado.
Infelizmente, a má qualidade do pavimento e o tal microrevestimento asfáltico será mais uma mágica criada pela busca da reeleição. Quem viver verá. E esse investimento terá que ser acompanhado pela Câmara dos Vereadores, valendo reconhecer que a sabedoria popular nos ensina que emenda parlamentar sempre vem acompanhada do famoso “rachide”.
Mesma fiscalização não foi verificada na execução das obras com recursos do Governo do Estado da ordem de pouco mais de 7 milhões de reais para execução de drenagem e pavimentação de ruas nos bairros São José e Ponte de Ferro.
A atual administração municipal acionou a Justiça para evitar de compactuar com os serviços mal executados que causaram prejuízos aos mais diversos moradores do bairro Ponte de Ferro. A própria administração municipal, a partir de 2.026, passou a conviver com reclamações sobre ruas afundando e casas alagadas na Rua Sergipe e adjacências, já no bairro Ponte de Ferro.
Tais serviços já foram retomados e nova fiscalização deverá ser feita pela administração municipal para evitar que serviços prestados se apresentem com qualidade duvidosa. Os exemplos estão pelos dois bairros, onde as caixas de receptoras de águas pluviais estão fragmentadas.
Os serviços de meio-fio e guias de sarjetas foram executados através de um ex-vereador e sua empresa, apenas no bairro São José. Até porque, no Ponte de Ferro tudo se resume em água, poeira, caramujo e a cara de uma vila provinciana.
Quem, quando e como fiscalizar? Papel a que se incumbe aos vereadores, ao Ministério Público e ao TCE-MT, este último tenta reverter o negativismo com mídias publicitárias, mas…