
Nem assumiu o mandato, o futuro prefeito Mariano Balabam (PSB), de Rosário Oeste, eleito após maiúscula vitória sobre o ainda prefeito Alex Berto (UB), por exatos 5.882 votos contra 3.545 votos do governista.
Perto de 6.000 eleitores não quiseram que Alex Berto continuasse no poder, se juntaram a mais de 2.700 eleitores que não votaram. Junte-se a essa rejeição toda, o desejo de mudança, demonstrado pela votação de Mariano Balabam.
Não por acaso, o TCE-MT, através da relatoria do Conselheiro José Carlos Novelli, destaca uma série de irregularidades de natureza gravíssima que, mesmo após advertência, seguiu-se com o mesmo comportamento administrativo.
Daí, a emissão de parecer prévio contrário à aprovação das contas de 2.023, da gestão do prefeito Alex Berto. O TCE_MT, destaca que “O município demonstrou incapacidade financeira para saldar os compromissos de curto prazo, o que somado ao déficit financeiro registrado no exercício demonstra a necessidade de atenção da gestão municipal, que deve prevenir riscos e corrigir desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas, nos moldes da Lei de Responsabilidade Fiscal, sendo que a falta de adoção de medidas de contingenciamento indica uma falha de planejamento e degradação do equilíbrio financeiro e da gestão fiscal do exercício de 2023”, argumentou o relator.
Contra o funcionalismo
De acordo com o relator Novelli, este “apontou ainda a negligência nos recolhimentos das contribuições patronais durante todo o exercício, que resultou num débito corrente de R$ 2,5 milhões, que além de onerar os cofres públicos municipais com a incidência de encargos vinculados ao atraso, compromete os benefícios previdenciários dos segurados, gerando insegurança jurídica e transferindo para as futuras gestões obrigações que já deveriam ter sido repassadas ao RPPS”.
Na contramão

Enquanto o futuro prefeito Mariano não assume o mandato, nos bastidores já se percebe um “complô” contra o município, contra seus servidores públicos e contra todos. Consta que alguns vereadores estariam agindo para aprovar na Câmara de Vereadores as contas que o TCE-MT não aprovou, relativas ao exercício de 2.023.
Alguns desses vereadores são os que o prefeito eleito Mariano Balabam terá que conviver a partir de janeiro do ano que vem. Alguns desses vereadores, com os pés atolados no presente, integram aquele famoso grupo de moralistas do “falido” G-6, que sucumbiu ante aos interesses individuais de cada um dos seus integrantes.
É bom o prefeito avaliar a frase feita que diz: “veja com quem andas…” e o tempo dirá quem de fato são e quais são os interesses dos vereadores, dados a formar grupelhos, meramente fantasiosos.
A presidência da Câmara é algo que precisa ser repensado embora o prefeito fique de longe nesse processo, mas o vereador, salvo raridades, não olha pelo povo e costuma abraçar o gestor de plantão, ainda que muitos digam que o poder vem de povo.




















































