
Durante a campanha política deste ano, finda em 06 de outubro, ao menos uma candidata levantou a bandeira da divulgação do tema em palanques. Foi amplamente colocado como posicionamento e posição favorável ao acionamento dos mecanismos de amparo ao Transtorno do Aspectro autista (TEA).
Estudos sobre o TEA destacam que se trata de um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, caracterizado por manifestações comportamentais, déficits na comunicação e na interação social, padrões de comportamentos repetitivos e estereotipados, podendo apresentar um repertório restrito de interesses e atividades.
A sequência de estudos e intervenções de especialistas da área alertam para sinais de atividades no neurodesenvolvimento da criança perceptíveis nos primeiros meses de vida, sendo o diagnóstico estabelecido por volta dos 2 a 3 anos de idade. A prevalência é maior no sexo masculino.
Avalia-se que a identificação de atrasos no desenvolvimento, o diagnóstico oportuno de TEA e encaminhamento para intervenções comportamentais e apoio educacional na idade mais precoce possível, pode levar a melhores resultados a longo prazo, considerando a neuroplasticidade cerebral.
A tese levantada com muita ênfase pela candidata a vereadora Néia Albuquerque, eleita com 798 votos, um recorde quase imbatível no âmbito da política local, repercutiu intensamente na comunidade e, não por acaso, tornou-se importante tema, notadamente na unificação de alinhamentos que tenham convergência para a busca de amparo legal para quem lida com o TEA.
Só quem conhece o TEA (Transtorno do Espectro Autista) de perto é que sabe dessa difícil caminhada e na sessão legislativa, realizada na noite de quinta-feira (31/10), através de legislação importante, a Câmara de Vereadores de Nobres aprovou matéria que garante os primeiros encaminhamentos em favor do TEA.
A mídia digital que cobre as atividades parlamentares garantiu ênfase ao anúncio da aprovação de um projeto de lei que reconhece a Associação Amigos dos Autistas de Nobres (AMA) como entidade de utilidade pública.
A partir desse primeiro passo, obtido com essa aprovação, a AMA aproxima-se de uma nova fase, o apoio institucional dos poderes constituídos e a oficialização da entidade, criando a possibilidade de acesso a recursos públicos para desenvolvimento de atividades e projetos em benefício dos autistas em nível municipal.
A convivência com o TEA permitiu que o plenário da Câmara dos Vereadores esteve lotado, com associados e simpatizantes da causa autista, presentes para acompanhar esse passo importante.
Fonte: Site Agitos Nobres
Foto: Assessoria Legislativa



















