
Ah! A política e aquele velho estilo de praticá-la, como era nos idos anos sem internet e mesmo com o advento das redes sociais, ainda houve e há “petardos” lançados ao ar com elevadas doses de veneno.
Essas práticas eram comuns em todos os municípios e em Nobres não seria diferente a teoria da conspiração que saía dos planos à prática na calada da noite. Eram os dias dos panfletos apócrifos que, vez ou outra, emolduravam as ruas em ataques diretos a adversários políticos.
Esses papéis lançados na calada da noite, apócrifos ou não, chegavam como petardos explosivos no terreno de algum adversário de alguma corrente contrária. No ano 2.000, o mais célebre deles, ganhou até patente, denominado de “panfleto verde”, foi como a um morteiro, lançado sobre as hostes do inimigo, causando enorme estrago.
Na sequência, foi lançada uma matéria jornalística anunciando que o então candidato não disputaria o pleito naquele ano. Quer dizer ou equivale dizer que um mesmo raio caiu num mesmo local, causando danos quase que irreparáveis ao candidato, naquela disputa, Devair Valim x Flávio Dalmolin.
Deu Flávio Dalmolin e após tudo isso, ficaram as marcas e as rusgas por conta daqueles petardos apócrifos e envenenadores, extraindo o então candidato da disputa, até hoje.
Em 2.004, nova leva de panfletagem surgiu, em ataques aos adversários numa disputa polarizada entre Devair e Flávio. A panfletagem sempre foi um mecanismo que costumava causar queimaduras em diversos graus nos adversários, dependendo da habilidade de cada um dos grupos. E, inegavelmente, no grupo vencedor tinha alguns dos mais renomados arteiros nesse mister.
Mas, nada que não representasse novidade atrairia a atenção dos que riam desse tipo de ação, obscura, porém engenhosa. Mas nenhuma atividade vulcânica seria comparada a teoria da conspiração, cujas lavas vulcânicas acabaram queimando os pés do “inventor”, supostamente, do panfleto denominado de “A Cegueira Nordestina”.
A conspiração armada através daquele panfleto, visava atingir o político Gilmarzinho da Ecoplan, mas foi engendrado para ir na direção do governo e de lá tomar outro rumo. Era mais ou menos como a implantação de minas terrestres sobre o futuro de Gilmarzinho para 2.012.
O lançamento do projeto “A Cegueira Nordestina”, era um instrumento de muita habilidade, engenhosidade e maldade, mas deveria cair num ponto futuro do território de quem ajudou o governo em atividade desde 2.009.
Dizia-se que o governo não caminhava por conta do grupo de Gilmarzinho, exatamente o que vinha sendo minado dentro do governo por uma facção sem voto e sem prestígio. E assim aconteceu, a tentativa de causar estragos dentro do governo, que culminaria com o afastamento do grupo de Gilmarzinho.
Mudou? Pra melhor? A verdade é que a teoria da conspiração acabou sendo uma espécie de “cuspe para o alto”, caindo sobre o próprio governo os malefícios daquela desprezível ação conspiratória.
Foi, se a memória não for falha, num abril de 2.010, onde as demissões ocorreram após, e o grupo de Gilmarzinho foi “sacaneado dentro do governo por um grupo que tinha grandes pretensões quanto a reeleição.
Para tudo se acabar num desastre administrativo e financeiro de graves consequências para o município, para o prestígio do município e para a classe do funcionalismo público municipal que ficou sem receber e o contribuinte com as contas para pagar em dezembro de 2.012.
O que era um mero instrumento de trama conspiratória, acabou se tornando uma situação real da mais completa “cegueira” em nome da reeleição que, felizmente, foi implodida pelo voto popular, numa das maiores goleadas em termos de placar em eleições nesta nossa paróquia, onde todos ainda enxergam muito bem.
“A Cegueira Nordestina” foi uma cria de mente especializada no tema e quando alguns pensavam que fosse para atingir o governo, em verdade, foi engendrado para chamuscar o futuro do que poderia vir a ser uma candidatura, a de Gilmarzinho da Ecoplan.
E ela aconteceu, desfazendo em pó de traque aquela armação urdida por uma mente acostumada ao papel do ilusionismo… é o que parece ser, mas na verdade, a real imagem é a mesma de uma cédula de R$ 3,00; ou quando nada, com a qualidade de um bom escocês “made in Paraguai”.
E as brumas que existiam em Avalon dissiparam-se, escancarando o inimigo número um do Batman…





















































