
Sou jornalista, possuo DRT e sou sindicalizado, se isso é uma credencial para “assassinar” reputações, o Ministério do Trabalho não assegura essa prerrogativa. Encher os pulmões de ar e a boca para dizer, em alto e bom som, “sou jornalista”, a questão é muito relativa.
Nem o jornalista é o James Bond, o popular 007, aquele que, ficticiamente, tinha licença para matar; e nem é nenhum bam-bam-bam nos meios sociais. É apenas um profissional com direitos e deveres iguais aos que são comuns aos demais cidadãos.
(Foto/reprodução/meramente ilustrativa: Pierce Brosnan)
Mesmo aqueles que cursaram jornalismo e passaram por todas as etapas do ensino, desde o primário ao ensino médio e, posteriormente, ter cursado uma faculdade de jornalismo; ainda assim, isso não dá nenhum direito a ninguém de sair expressando por aí: “sou jornalista!”.
O registro profissional, conhecido como DRT, quando consta dele anotações de exercício das atividades profissionais em redações, ainda assim, não é uma credencial para intimidações ou superioridade em relação aos demais cidadãos.
Ficou no passado aqueles rompantes em público com o anúncio de que o elemento era jornalista e que deveria furar filas e ter prioridade para falar com prefeito ou vereador, ameaçando com a famosa “carteirada”.
Esse respeito para com os cidadãos é um dever, comum a todos aqueles que atuam na área embora esses ataques de estrelismos sejam incomuns por estas bandas, salvo raríssimas exceções. Os próprios companheiros da área não veem tal atitude como legal.
Sendo assim, senhor Bond, James Bond, a sua licença não é válida por aqui.
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