
O caso seria de polícia, mas está um degrau acima e o assunto foi parar no âmbito federal. Nada de novo neste País, onde só o pobre e desassistido vai preso. E ainda dizem que há uma denominação que trata da apologia ao crime, porém, a venda de sentença coloca o Brasil, se não num ranking negativo, mas na lista da vergonha.
Eclode, a cada dia, as informações sobre desbaratamento de verdadeiras quadrilhas togadas que avançam sobre o patrimônio individual e coletivo com decisões favoráveis a um cliente inabitual, o que paga vencer. Tais fatos nos remetem a um Brasil coronelista, onde o cidadão/cidadã comuns não são reconhecidos e são os “eleitos” para uma derrota judicial pré-concebida.
Depois de Mato Grosso, essa prática foi parar no Mato Grosso do Sul, conforme divulgado pela mídia nacional. E são essas pessoas, as benfeitoras, que vestem as suas roupas de domingo e vão aos templos orar, juntas com os pobres mortais, provavelmente, entre as vítimas de decisões desastradas e lucrativas aos seus prazeres mundanos.
O pobre, sempre o perdedor, é o que sente vergonha alheia, num quase clamor que não afeta em nada os encastelados palacianos, seja de que esfera for. Mas são tão pobres e imorais que não se comparam e nem se enquadram a nenhum tipo de meliante, considerando-se que o ladrão, socialmente conhecido, é o que põe uma arma na sacola e sai para buscar o seu sustento. Esta classe é mais corajosa pelo fato de não saber se volta desse seu “trabalho”.
Já a covardia daquele que estudou para decidir pelo certo, pelo politicamente correto, pelo socialmente justo aos olhos da lei; estes tem a fácil missão de assinar embaixo pelo próprio ato vil.




















































