
O IBGE e, principalmente, prefeitos de municípios onde estão localizados moradores de alto padrão financeiro estão preocupados com a falta de acesso e de informações sobre cidadãos que residem naqueles ambientes. O acesso é dificultado nas portarias e ninguém informa nada, prejudicando as administrações municipais que não tem dados essenciais da pesquisa informados.
E o que objetiva o censo demográfico se não conhecer e contar os habitantes do território nacional, atuar na identificação de suas características, além de revelar como vivem os brasileiros, estabelecendo dessa forma a produção de informações essenciais para a definição de políticas públicas nas áreas sociais, de saúde, infraestrutura e, enfim, como forma de criar parâmetros a investimentos públicos e privados.
Mas, para quem mora bem e vive bem, isso pouco interessa e a sonegação de informações básicas aos agentes censitários que sequer são recebidos, prejudica o município na formulação de novas propostas socioeconômicas e ainda com relação ao FPM (Fundo de Participação dos Municípios).
Não fosse o descaso, em condomínios de alto padrão é que “habitam” alguns dos maiores corruptos e corruptores, tipo os que costumam receber dinheiro e colocá-lo nos bolsos do paletó ou nas cuecas. Comerciantes de “mercúrio” falsificado, compradores de ouro clandestino, empreiteiros de obras mal executadas, fornecedores de defensivos agrícolas clandestinos.
Informar como vivem, pra quê? Importante ressaltar, não são todos os moradores de condomínios de alto luxo que vivem assim, mas o descaso, além de prejudicial, é gritante.

















