
Há pouco mais de duas semanas, a eleição ao cargo de presidente da Câmara Municipal de Nobres está definida e deve acontecer em 05 de dezembro de 2.022. Há muita especulação em torno dos nomes que devem concorrer, mas estão apontados os de Telúzio Laurindo, de Joel Júnior, de Flávio Rondon e ainda o de Carlinhos da HS.
Quem acompanha os trabalhos legislativos nos últimos meses e observa com frieza e seriedade a lista sugerida, já descarta a possibilidade de uma vitória de Carlinhos da HS, cuja atuação como líder do governo tem sido lastimável e demonstra padecer da falta de conhecimento da posição que ocupa, de interlocução entre o governo e os parlamentares.
O ‘eterno’ candidato Joel Júnior acaba de ser “livrado” de uma situação que ainda não está bastante clara para si e para a comunidade com relação a um embate que teve com uma enfermeira. Lido o relatório na Câmara de Vereadores, o entendimento dos colegas da Comissão de Ética foi a de que a ação do parlamentar não seria passível de afastamento do cargo.
Porém, a nódoa permanece em relação a suposta ameaça de demissão da profissional em problemas ocorridos em uma determinada unidade de saúde envolvendo um familiar do parlamentar. A novel Comissão de Ética livrou a barra do pretenso candidato à presidência da Casa.
Em outro canto do “ringue” está o vereador Telúzio Laurindo, teórico criador de um suposto candidato a prefeito para 2.024. É o nome que estaria mais próximo do processo, porém, visto com certa temeridade por determinados governistas por uma postura mais contrária que propriamente de algum tipo de alinhamento com o poder central.
E por último, o vereador Flávio Rondon tem se mantido no que se pode dizer “coluna do meio”, ou seja, não tem postura conflituosa e nem está alheio aos fatos. Exige-se de Rondon uma posição mais firme e que tenha a percepção de que não basta ser presidente e que seja preciso avançar na readequação da legislação interna, onde o Legislativo nem comissão de ética tinha.
A Constituição Municipal se apresenta defasada e os parlamentares tem atuação pífia, só trabalhando através de expedientes indicatórios, sem projetos de leis consistentes, o bastante para melhorar a vida das pessoas. E isso, convenhamos, é muito pouco para os cerca de R$ 15.000,00/mês. Por aí…
O novo presidente terá a responsabilidade de fazer o Parlamento andar e trabalhar para que o Executivo feche um ciclo de quatro anos com realidades que façam jus ao que se ‘inventou’, sobre uma certa “FelizCidade”, abstrata e meramente subordinativa.
Se nada mudar, quem pensa em ser fiel da balança pode se atrelar a ‘teia’ armada e ficar a comer moscas. A não ser que surja alguém com aquela mala (não importa a cor), trazendo dentro o objeto dos desejos daqueles que acreditam que “the money” não traz felicidade, mas ajuda a embalar sonhos.
(Foto: Reprodução/Meramente Ilustrativa).


















