Infelizmente, apesar de todas as recomendações quanto ao voto consciente, o eleitor não demonstra interesse em pesquisar o histórico de vida, as propostas e os processos judiciais dos candidatos antes de definir em quem votar nas eleições gerais deste ano.
Por mais que se esclareça e se aborde o tema “toma lá, dá cá”, ou a compra e venda de votos que nada mais é que o ato de dar ou receber dinheiro, bens ou vantagens em troca de apoio político, considerado crime eleitoral, conforme o art. 299 do Código Eleitoral; a malandragem prevalece através dos intermediadores de votos.
Denunciar irregularidades caso presencie compra de votos, uso da máquina pública para fins eleitorais ou caixa dois, há que se registrar esse tipo de ocorrência. Mas, quem se propõe a fazer isso vendo o dinheiro ali, exposto às suas vistas, esquecendo-se que as denúncias são ao Ministério Público Federal.
Feliz ou infelizmente, o combate à corrupção eleitoral exige uma combinação de fiscalização institucional rigorosa e pode contar com a participação cidadã ativa. Estudos apontam que as principais frentes de ação incluem a conscientização do eleitor para recusar a compra de votos, a denúncia de irregularidades aos órgãos competentes e o fortalecimento das leis de transparência e prestação de contas.
Mas, infelizmente, é um jogo em que a força do dinheiro tem o poder de catalisar o eleitorado com meros 50 ou 100 reais, geralmente, negociado através de intermediadores locais.
Mas, há que se levar em conta que o problema é que, diferentemente do que se poderia imaginar, a corrupção não leva os eleitores às urnas para mudar o quadro de políticos eleitos ou tirar os corruptos do poder — estudos apontam que, na verdade, a corrupção não é nem levada em conta na hora de votar, conforme dados levantados pelo site Exame.com.
Em Nobres, mesmo conscientes dessa necessidade, os eleitores são atraídos pelos “intermediadores” dos candidatos, aqueles que negociam com o eleitor, deixando para trás a roubalheira perpetrada no passado do político. Obras inacabadas, desvios de dinheiro público, enriquecimento ilícito e a miserabilidade do povo, além de baixar os níveis de qualidade na Educação, Saúde e Infraestrutura.
Os políticos corruptos que são “ressuscitados” para o exercício do poder, eles regressam do ostracismo com a experiência de que neste País tudo pode e não há lei que se interponha em favor do povo.
Tão ou mais pior, é que regressam do ostracismo travestidos de honestos, de homens públicos sérios e com o mais elevado interesse em melhorar a vida das pessoas.
Em Nobres há um desfilar dessas figuras sinistras que lá atrás já fizeram as suas cagadas homéricas, mas sempre em favor próprio e nunca pelos eleitores, os que tem o poder de fazer os maus políticos voltarem à vida das prebendas, das vantagens e, enfim, da roubalheira oficializada.


















