
Eleitor Emparedado
As eleições gerais chegando e o eleitor tendo a incumbência de escolher a melhor opção para a AL-MT, Câmara Federal, Senado Federal, governador e presidente da República. Em Mato Grosso, o eleitor tem a difícil missão de escolher seus representantes para a Assembléia Legislativa, mas nada comparável a decisão de colocar no Parlamento, ou não, o ex-secretário de Estado, Eder Moraes, e a “digital influencer do sexo explícito”, a Cicciolina do MT, que deve concorrer pelo PT após ganhar esse direito na Justiça.
– Alguma dúvida, eleitor(a)?
Política, Poder e Influência
Nunca ninguém disse que é proibido, mas a política, supostamente, no sangue, está mais para um meio de vida e uma conquista movida a dinheiro. A família Arraes está até hoje no poder em Pernambuco. Em MT, a família Campos perdura no poder há pelo menos cinco décadas ou mais. De Garcia Neto a Fábio Garcia, lá se vão mais de 40 anos. Do deputado Emanuel Pinheiro (pai) ao atual prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro e Emanuelzinho, lá se vão mais de meio século. Não por acaso, médicos, policiais e empreiteiros estão na política.
– E ainda tem gente desse meio que fala que quer largar.
Política, Poder e Influência II
A política é tão atraente, que quando dela se participa, ninguém quer sair do meio. A influência sobre a comunidade e sobre as pessoas vão de “poder” de nomeações a cargos e salários escolhidos até o alpinismo social, além de se tornar uma espécie de ser imortal e intocável ao ponto de disputar uma eleição sob uso de tornozeleira, de abusar de bebedeira, de aparecer ao trabalho bêbado e nada acontecer. Enfim, os poderes são ilimitados, ao ponto de dar carteirada, de se tornar poderoso ao ponto de abusar do poder que exerce em nome do povo.
– Mas ninguém chega a esse patamar apenas com saliva e blá-blá-blá.
Política, Poder e Influência III
Um exemplo de longevidade na política é o deputado estadual, deputado federal, senador e governador, cargos pelos quais já passou Carlos Bezerra. No âmbito municipal, na contramão dos fatos, muitos ex-vereadores que, no exercício do cargo, “se achavam” e foram embora sem deixar saudades. Diziam, alguns, que para vereador eles estariam muito além em termos de grandeza e só serviriam para prefeito ou vice. Ficaram pelo caminho e hoje sonham com o passado.
– A política é como casamento com mulher bonita e carro velho: custa caro e tem risco de sair só com a roupa do corpo dessa farra.
Política, Poder e Influência IV
Para quem ainda não sabe, a extinta Codemat, empresa estatal, foi uma verdadeira fábrica de políticos, de onde saiu Júlio Campos, o mesmo que circulava pela avenida da FEB em uma Brasília (branca) fumaceando, mais que lambreta velha. Da antiga Acarmat, depois Emater e por último, a extinta Empaer-MT, saíram Jonas Pinheiro e o ex-prefeito de Sorriso e ex-deputado estadual Zé Domingos. O ex-garimpeiro Silval Barbosa foi um desses achados no nortão que foi trazido para Cuiabá para ser manipulado pela “máfia” que se estabeleceu no poder e deu no que deu.
– Enfim, isso é a política que produz estragos enormes aos bolsos dos contribuintes.
Política, Poder e Influência V
Na camada intermediária da política está a imprensa e suas aves de rapina, prontas a saborear do banquete ofertado pelas hienas. Por exemplo, nos governos de Silval Barbosa, raras exceções da imprensa faturaram alto e depois crucificaram o ex-garimpeiro. A imprensa é a que sobrevive das mídias do governo produzidas pelas grandes empresas de publicidade, salvo algumas altas patentes da imprensa que estiveram mergulhadas nas águas minerais da gestão Silval Barbosa e hoje estão divididas entre as fazendas e a mídia.
– A imprensa livre de Mato Grosso desde aquele grande tombo na Matoveg (empresa que nunca funcionou na produção de óleo de babaçu) e no “afundamento” do Bemat, passando pela Secomgate.
Polícita, Poder e Influência VI
Caso Morel, Coroa Brastel e por aqui, onde o Mato é Grosso, hoje, o Estado é um dos mais ricos e a imprensa toda divulga que Mato Grosso ganhou um novo rumo, mas pouco se ouve ou se vê falar nos cofres abarrotados e sem ninguém atentar para mais nada. Até quando essa densa nuvem vai parar sobre a sociedade mato-grossense? Infelizmente, após a passagem do “Furacão Taques”, estabeleceu-se uma nova fábula: As Brumas sobre o cerrado mato-grossense. Mas, não vai o povo trabalhar pra ver se todo esse sucesso nos cofres públicos existiria.
– Política é isso, uma mistura de tirar coelhos de uma cartola e fazer prestidigitação com suores alheios.





















































